Em tempos de crise, pão e circo.

Pois eis que temos Copa! Essa energia apaixonante ou paixão eletrizante que nos tira da rotina, do eixo, do sério.

Mas o que isso tem a ver com branding? Nada. Ou quase tudo.

O que isso tem a ver com Branding? A Copa eu não sei, mas a camisa da nossa seleção tem.
E como tem.

Acho que, tirando as manifestações ligadas
à política, nenhum símbolo congrega tantos brasileiros num mesmo espírito patriótico que
a nossa velha e boa camiseta verde-amarela. Acho que nem nossa bandeira, símbolo maior, criada pelo Décio em novembro de 1889, nos traz tanto sentimento de orgulho e pertencimento. Nada mais justo, já que nasceu para vestir não a bunda, mas a nossa outra paixão nacional – o futebol.

Criada por um gaúcho de 19 anos, nascido em Jaguarão, que ganhou um concurso do carioca Correio da Manhã, logo depois da Seleção ter perdido a Copa de 1950 para o Uruguai, a “camisa amarelo-ouro com frisos verdes nas golas e punhos” foi apresentado ao país estampada na primeira página do jornal, vestida pelo Carlyle. Dali pra cá virou a identidade de um país tropical, abençoado
por Deus, que tem um Fusca e um violão.

É abraçado num pedaço de tecido bicolor que, aqui, se chora uma derrota. E é beijando um brasão com cinco estrelinhas no topo (daqui a pouco seis) que se grita o orgulho de ser brasileiro. De índio de calção Adidas a grã-fino de gola polo – nosso povo canarinho.

Não há Ordem e Progresso que faça frente a um “pra frente, Brasil”. Não há Ouviram do Ipiranga que tire da cabeça um “voa canarinho, voa!”.
Em tempos de Copa, me desculpem Pedros, Getúlios e Juscelinos, mas quem representa nossa marca são Neymares, Firminos e Gabriéis.

Olhugol. Olhugol. Olhugol.