Os camaleões sempre me chamaram a atenção. Serezinhos exóticos de passos lentos. Nada parece escapar de seu olhar atento.

Bichos que desenvolveram uma incrível capacidade de captar as características do entorno. Fazem isso com tanta precisão que se mesclam e se confundem com o ambiente. Se transformam na expressão do próprio cenário onde estão, mudando sua cor conforme mudam as cores ao seu redor.

Mas o que isso tem a ver com branding? Nada. Ou quase tudo.

Criar a personalidade de uma marca e sua identidade não é um processo linear. Nem é fruto de insights isolados, invencionices, arroubos criativos ou uma conexão banda larga com o ser supremo. Trata-se de absorver sua essência, captar suas razões, sentir suas emoções.

É decifrar seus significados – até os menos visíveis – e incorporar tudo isso a ponto de pensar como a marca pensa, enxergar o que ela enxerga e fazer o que ela faria.

Junte uma boa percepção do mundo em que a ela habita, um profundo entendimento das pessoas com as quais ela se relaciona e o repertório técnico e sensível de gente capaz de expressar, com talento, sua singularidade e você terá uma marca forte, com propósito.

Uma capacidade camaleônica de mimetizar seus valores mais genuínos e materializá-los de maneira que cada indivíduo que entrar em contato com ela possa identificá-la, compreendê-la e admirá-la.

Isso faz de um profissional de branding não um vendedor de sonhos, mas um contador de boas e verdadeiras histórias.